segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Enem 2010: candidatos poderão reclamar sobre problemas com cartão de resposta a partir de 4ª

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Joaquim José Soares Neto, afirmou que estará no ar na próxima quarta-feira (10) o ambiente virtual para requerer correção da prova levando em conta o cabeçalho da folha de respostas em vez de considerar a ordem numérica. O requerimento estará no site de inscrição do Enem.


Os candidatos terão até 16 de novembro para fazer o pedido, segundo Soares Neto. A informação foi dada em entrevista coletiva no começo da noite deste domingo (7) em Brasília.


Cabeçalhos trocados

A folha de respostas do primeiro dia do Enem teve o cabeçalho invertido. A prova apresentava as questões divididas entre ciências da natureza e de ciências humanas. O caderno de respostas tinha a mesma divisão de área, mas com ordem trocada. A orientação do MEC era de que os alunos preenchessem o gabarito de acordo com a ordem numérica.

Houve desencontro de informações e, em alguns locais de prova, os candidatos foram orientados a preencher o gabarito invertendo a ordem das respostas - o que é incorreto, uma vez que a ordem numérica das respostas não havia sido alterada.

FOnte: UOL
Camila Campanerut

Em Brasília

Gabarito do Enem será divulgado nesta terça-feira

Presidente do Inep disse que provas chegarão ao instituto nesta segunda. Exame é uma das principais formas de acesso às universidades federais.

O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) só será divulgado nesta terça-feira (9). A medida, segundo a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), já era prevista no edital do exame, divulgado no início deste ano. Em 2009, o gabarito oficial do Enem foi divulgado na noite da aplicação da última prova.


O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, disse ao G1 na última sexta-feira (5) que, por segurança, as provas chegarão ao instituto somente nesta segunda-feira (8) para fechamento do gabarito e que nenhuma pessoa teria acesso aos resultados antes ou no dia das provas.


Desde o ano passado, o Enem se tornou uma das principais formas de acesso às universidades públicas. Segundo levantamento do MEC, divulgado em agosto, ao menos 59 universidades federais usarão a nota do Enem de 2010 em seus processos seletivos. Parte delas com seleção pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), para qual as inscrições devem começar em 20 de janeiro de 2011.

Pelo SiSU, devem ser abertas 80 mil vagas em instituições públicas de ensino superior pelo sistema, segundo a Secretaria da Educação Superior do MEC.

A secretaria afirmou, no fim de outubro, que ainda estava fechando o número de instituições que usarão o SiSU como vestibular em 2011. Esta será a terceira etapa de seleção pelo sistema. A primeira ocorreu em março de 2010 e a segunda foi realizada em junho deste ano. Na última, foram oferecidas cerca de 16 mil vagas em 35 instituições.

Pelo SiSU, o estudante faz até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e pode alterá-las até o fim do período de inscrições, quando haverá três chamadas subsequentes.

Quem for aprovado em primeira opção será automaticamente retirado da lista. Já aqueles que forem aprovados em segunda opção poderão continuar tentando uma vaga em uma faculdade que oferecer a primeira opção feita.

Do G1, em São Paulo


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sábado, 6 de novembro de 2010

Ministério da Educação admite erro em cartão da resposta do Enem

Segundo MEC, erro não gerou problemas no preenchimento dos gabaritos. 'Prova segue na mais absoltuta tranquildade', informou assessoria do MEC.

A assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC) admitiu, neste sábado (6), que foi verificado um erro de impressão no cabeçalho dos gabaritos das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O problema, segundo o ministério, não alterou a correspondência entre perguntas no caderno de provas e as respostas.

Por meio da assessoria, o ministério esclareceu que o erro se deu em dois subtítulos que separavam as respostas. A ordem estava invertida. Mas o governo afirmou que a numeração estava correta.

Segundo estudantes ouvidos pelo G1 , no caderno de questões, os primeiros 45 itens eram de ciências humanas e suas tecnologias e os outros 45, de ciências da natureza e suas tecnologias. No caderno de respostas, o primeiro subtítulo, referente às primeiras 45 respostas, era de ciências natureza. E, depois, havia o anúncio das respostas de ciências humanas.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

IDH do Brasil está abaixo da média da América Latina e é inferior ao do Peru, diz ONU

De acordo com o ranking anual de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil, com nota de 0,699, obteve uma nota abaixo da média da América Latina, que foi de 0,704. A média brasileira, no entanto, ainda é superior à mundial, que alcançou 0,624.

O Chile é o país latino-americano mais bem colocado, no 45º lugar e nota de 0,783, seguido pela Argentina (46º). Na América Latina, o Brasil também aparece atrás de Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Trinidad e Tobago (59º). Costa Rica (62º) e Peru (63º).

 
Sobe e desce

A mudança de metodologia provocou alterações importantes no ranking dos países. A França caiu de 8º para 14º, enquanto Israel perdeu 12 posições e recuou de 15º para 27º. Por outro lado, o pequeno principado de Liechtenstein, que no ano passado era o 19º, na versão 2010 do levantamento figura em sexto.
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Com 53,70% dos votos Ricardo Coutinho é eleito governador da Paraíba

Ricardo Coutinho (PSB) foi eleito governador da Paraíba neste domingo (31), no segundo turno. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele recebeu 53,70% dos votos e derrotou o atual governador José Maranhão (PMDB), que obteve 46,30%. A apuração foi concluída às 21h19. O vice-governador eleito é Rômulo Gouveia (PSDB).

A vitória de Coutinho se soma a outras conquistas do PSB nestas eleições. O partido, que até então só tinha o governo do Ceará e Pernambuco, reelegeu os governadores desses dois estados no primeiro turno, conquistou o Espírito Santo e agora irá administrar também a Paraíba.

Os dois candidatos terminaram o primeiro turno quase empatados. Coutinho teve 49,74% e Maranhão, 49,30%. Na metade do segundo turno, pesquisa Ibope já indicava a virada a favor de Coutinho.

Coutinho foi prefeito de João Pessoa por dois mandatos. Ele renunciou o mandato em 31 de março deste ano para concorrer ao governo do estado. O novo governador da Paraíba nasceu em 18 de novembro de1960 em João Pessoa (PB). Formado em farmácia, é divorciado. Líder sindical, começou a vida política como vereador em 1996. Em 1998, assumiu como deputado estadual.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma é eleita primeira mulher presidente do Brasil

Após quatro meses de uma campanha em que temas morais e religiosos ofuscaram propostas concretas sobre temas importantes à nação, Dilma Rousseff é eleita a primeira presidente da história brasileira. A candidata petista derrotou o tucano José Serra em um segundo turno em que a abstenção superou os 20 milhões de eleitores.

Com mais de 99% dos votos apurados, a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva não vai alcançar a votação de 2006 do atual presidente. Naquele ano, Lula obteve mais de 58 milhões de votos, e Dilma somou cerca de 55 milhões.

Na comparação com o primeiro turno, Serra conseguiu reverter o resultado favorável à petista no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo. No início do mês, Dilma venceu em 18 Estados, Serra levou em oito, e Marina Silva foi a mais votada no Distrito Federal. As urnas abertas neste domingo deram a petista como vitoriosa em 15 Estados e no Distrito Federal, e o tucano vencendo em 11 Estados.

Dilma confirmou a força do PT no Nordeste, vencendo em todos os Estados da região, em alguns deles com votação superior a 70% dos votos válidos como Maranhão e Pernambuco. A presidente eleita também teve uma vitória importante em Minas Gerais, reduto do PSDB que elegeu o tucano Antônio Anastasia em primeiro turno.

Trajetória

Quatro segundos. Nenhuma palavra. Uma mesa distante da do chefe. Essa foi a participação de Dilma Rousseff na primeira propaganda eleitoral do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Oito anos depois, ungida por seu mentor para sucedê-lo, a ex-ministra, na primeira disputa eleitoral de sua vida, transcendeu a fama de gestora sisuda para se tornar a primeira presidente da história brasileira

Sem programa, um de seus desafios será provar que não é apenas uma sombra de Lula, dizem analistas. Além da confiança do presidente, o grande trunfo da petista foi a política de alianças adotada pelo PT e pelo próprio presidente para elegê-la. Graças ao apoio formal de PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN, a campanha de Dilma ganhou força com o início do horário eleitoral obrigatório. Com isso, a candidata ganhou personalidade.

Ficou por pouco o triunfo já no 1º turno, depois de uma onda de rumores e outra de denúncias envolvendo seus aliados. Para vencer na votação de 31 de outubro, a ex-ministra-chefe da Casa Civil teve de renovar seu pragmatismo assinando compromissos com religiosos, iniciar campanha negativa contra o rival José Serra (PSDB) e trocar a gagueira que a abatia nos idos de abril, na pré-campanha, por aquilo que chamou de “assertividade”, mas que foi considerado agressividade pelos adversários.

No caminho para ser hoje a presidente eleita do Brasil, Dilma sofreu para ganhar trânsito com políticos em geral e com eleitores mais animados em ver seu mentor do que a ela própria.

Precisou de dois Josés Eduardos para guiá-la: Dutra, presidente do PT, e Cardozo, secretário-geral do partido. Obediente e pragmática, atendeu prontamente aos conselhos do marqueteiro João Santana. Adotou novo visual.

A presidente eleita forjada na campanha é diferente da especialista em energia que, com seu temperamento forte, foi alçada ao primeiro time do governo após o escândalo do mensalão, em 2005.

Neste ano, tentou aliviar a imagem da mulher que passava descomposturas em colegas ministros. “Sou uma mulher dura cercada de homens meigos”, costuma dizer, em tom de ironia. Buscou evitar confrontos, mas às vezes partiu para o ataque, principalmente em momentos-chave do segundo turno.

Filiada ao PT há menos de uma década, a ex-pedetista Dilma conquistou seu primeiro cargo público pelo voto. No fim dos anos 80, ninguém pensava que a secretária de Finanças de Porto Alegre iria tão longe.

O mesmo se passou com quem a visse na mesma pasta do governo gaúcho, anos depois. Agora ela terá quatro anos para provar se é capaz de atuar como protagonista, e não como uma mera coadjuvante.

Sem programa

Dilma não precisou de uma Carta ao Povo Brasileiro –nos moldes da divulgada por Lula antes da campanha de 2002, indicando que não faria mudanças radicais na economia.

Mas, no segundo turno, comprometeu-se com questões religiosas. Após uma campanha contra ela em igrejas católicas e templos evangélicos, prometeu não enviar ao Congresso projetos que interfiram nesses assuntos. Assim, estancou a polêmica sobre sua posição a respeito da liberação do aborto.

“Em uma campanha com candidatos tão parecidos, essa carta foi um momento importante porque evitou maior acirramento e colocou as coisas no lugar”, disse ao UOL Eleições o cientista político Luciano Dias, do Ibep (Instituto Brasileiro de Estudos Políticos).

“A Dilma neobeata foi mais um sinal de pragmatismo. É um sinal de que a governabilidade será tão ou mais importante do que foi para Lula, já que ela não tem o mesmo estofo”, afirma Dias.

A presidente eleita insistiu tanto na defesa de avanços recentes que nem sequer apresentou plano de governo. “Sabemos o que acontecerá na parte econômica? Não. Sabemos se haverá reformas? Não. O que sabemos é que Dilma terá a sombra de Lula do começo ao fim de seu governo”, afirma Cláudio Couto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). "O sinal dado por sua campanha é de que as coisas vão continuar mais ou menos como estão.”

Ainda assim, com tantas dúvidas sobre o que virá, não houve solavancos no mercado financeiro. Está subentendido que serão mais quatro anos de autonomia não-formal do Banco Central, de câmbio flutuante, de investimento em infraestrutura e de medidas macroeconômicas em fatias, raramente em forma de pacotes. “A conversão do PT já está feita. Lula vai sair carregado nos braços, e o mercado já não liga”, afirma Dias.

A volúpia do PMDB e de aliados à esquerda, como PSB e PCdoB, mais poderosos depois das eleições 2010, também acende dúvidas sobre se a presidente eleita será capaz de acomodar tantos aliados de primeira hora em seu governo.

Adversários acusam e aliados reconhecem: Dilma não terá a mesma capacidade de articulação exercida por Lula. “E seria diferente se Serra vencesse?”, pergunta Couto.

Sem teflon

Na campanha, a presidente eleita mostrou que aprendeu mais uma lição de seu maior defensor: deixar pelo caminho aliados que se envolvam em práticas suspeitas.

Na reta final das eleições, Dilma sofreu ataques dos adversários por conta de sua ex-braço direito na Casa Civil, Erenice Guerra, demitida do ministério depois que seu filho se envolveu com lobistas. Lula fez o mesmo com José Dirceu e Antonio Palocci.

“Não vou aceitar que se julgue a minha pessoa com base no que aconteceu com um filho de uma ex-assessora”, disse Dilma. As pesquisas citaram o caso Erenice como principal fator para a disputa do segundo turno.

“A popularidade do Lula é resultado de décadas. A maior parte da popularidade de Dilma não vem dela mesma”, afirma Dias, do Ibep. “Até pela folgada maioria no Congresso, ela será mais observada pela mídia.”

Alguns dizem que Dilma esquentará o principal assento do Palácio do Planalto para que Lula retorne em 2014. Outros preferem vê-la como uma mulher forte, que sobreviveu à prisão e ao câncer para golpear um cenário político repleto de caras antigas. Uns tantos a consideram uma burocrata que terá dificuldades para conduzir o país por falta de ginga com os políticos de Brasília.

Com uma trajetória que só começou a ser conhecida há poucos meses, talvez o Brasil precise de quatro anos para saber a resposta.

Faltam referências –e plano de governo divulgado– para definir-se o que Dilma buscará de diferente em relação a Lula. Se é que fará isso. O dado concreto –como a própria gosta de dizer– é que ela ascendeu de figurante em 2002 a estrela em 2010.

Carlos Bencke e Maurício Savarese
Do UOL Eleições
Em São Paulo

Comparecimento de Tiririca em teste de alfabetização é facultativo

Teste na presença do juiz deverá ser fechado para evitar constrangimento. Independente do resultado, ele será diplomado em dezembro.

Eleito deputado federal mais votado do país, com 1,35 milhão de votos, Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, deverá decidir em breve se irá comparecer a uma audiência que colherá material gráfico para comprovar que ele sabe ler e escrever. O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, informou que marcará a audiência, mas não definiu ainda a data. Após votar no domingo (31), em São Paulo, o humorista fez apenas uma afirmação sobre a possibilidade de realizar o teste: "Tranquilo".

O encontro deverá ser fechado para evitar constrangimento. O comparecimento do humorista não é obrigatório, mas seu advogado, Ricardo Vita Porto, afirmou que, se for determinado pelo magistrado, Tiririca não irá se opor à realização do teste que pode comprovar sua alfabetização. "Foi levantado o questionamento e ele vai provar que é alfabetizado", garante Vita Porto.

Caso Tiririca compareça à audiência e o material seja colhido de forma satisfatória, ou seja, se ele for capaz de ler um texto simples e de escrever poucas frases, ele poderá ser absolvido sumariamente, segundo o juiz. No entanto, se o magistrado não considerar as provas satisfatórias, será dada continuidade ao processo, com depoimentos de testemunhas.

De acordo com a assessoria da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), mesmo que o exame seja realizado e comprove o analfabetismo, ele será diplomado em dezembro. Caberá à PRE solicitar a cassação da diplomação e, com isso, impedir que ele tome posse. No caso de isso ocorrer, os votos em Tiririca serão considerados nulos e haverá mudanças nos deputados que foram eleitos graças ao coeficiente eleitoral.

Denúncias

O promotor eleitoral Maurício Ribeiro Lopes é o responsável pelas duas denúncias apresentadas à Justiça. Em uma delas ele afirma que Tiririca é analfabeto, o que descumpre uma exigência constitucional para aqueles que pretendem ocupar cargos eletivos.

O outra tem relação com a possibilidade de o candidato ter falsificado a declaração de próprio punho entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O documento é um substituto para comprovante de alfabetização. De acordo com o TRE, o artigo 26, § 9º, da resolução nº 23.221, dispõe que "a ausência do comprovante de escolaridade poderá ser suprida por declaração de próprio punho, podendo a exigência de alfabetização do candidato ser aferida por outros meios, desde que individual e reservadamente".

No entanto, o promotor obteve um laudo do Instituto de Criminalística (IC) que aponta o suposto artificialismo gráfico na declaração. Segundo ele, é uma prova de que pessoa com maior grau de instrução redigiu o texto no lugar de Tiririca. O laudo do IC serviu de base para que o promotor apresentasse a denúncia criminal à Justiça comum e reapresentasse à Justiça eleitoral a representação por causa do suposto analfabetismo.

No processo criminal, Tiririca pode ser condenado a uma pena de reclusão de até cinco anos, caso a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), que tem como base no artigo 350 do Código Eleitoral, seja aceita e o candidato eleito seja condenado. Além disso, pode ser determinado o pagamento de multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público.

O promotor Lopes tem pressa no julgamento. Se a decisão não sair até a diplomação de Tiririca, em dezembro, ele terá foro privilegiado e o processo será transferido para o Supremo Tribunal Federal.

“Todos estão na Justiça Eleitoral comprometidos com o menor prazo possível para realizar todas essas atividades e ter uma solução rápida e pronta, até para satisfação da sociedade”, disse o promotor eleitoral.

Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Walter de Almeida Guilherme, o processo criminal contra Tiririca pode repercutir no seu registro eleitoral de candidato a deputado federal. "Se ficar demonstrado que ele é analfabeto é preciso ter uma 'provocação' da Procuradoria Geral da República, se é que isso é possível juridicamente, para tentar invalidar o seu registro", disse no domingo (31), após a votação do segundo turno.

Guilherme afirmou que a candidatura de Tiririca foi aceita inicialmente porque não tinha nada de irregular. “Para todos os efeitos, o alfabetizado é aquele que se declara ser alfabetizado”.

“Se 1,3 mi [milhão] acha que ele deve estar lá, não se deve desqualificar. Essa é uma característica própria do regime democrático”, disse o presidente do TRE

No domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o humorista. "O Tiririca é a cara da sociedade. Acho uma cretinice o que estão tentando fazer com o Tiririca. Estão desrespeitando 1,5 milhão de pessoas que votaram nele. Então, que não deixassem ele ser candidato. Acho que tem de fazer prova é quem está pedindo para ele fazer prova", disse.

A legislação eleitoral não determina o formato da prova que poderá ser aplicada a Tiririca, pois varia de acordo com o juiz ou estado onde é aplicada. Em São Paulo, segundo a assessoria da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), a prova ao qual Tiririca pode ser submetido é composta de duas etapas.

Na primeira, ele receberia um texto simples para fazer a leitura em voz alta do conteúdo. Em seguida, seria submetido a um ditado e teria de escrever o que ouve. De acordo com o promotor Lopes, não é levado em conta se a grafia é boa ou se ortografia é correta e nem é exigido alto grau de instrução.

Em São Paulo, na maioria dos casos, um trecho da Constituição é usado no ditado. O exame é feito de forma reservada: normalmente é acompanhado apenas por um assessor do político, pelo juiz eleitoral e pelo procurador. Os exames são mais comuns, de acordo com a PRE, nas eleições municipais.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Petrobras encontra petróleo em águas profundas na bacia de Sergipe-Alagoas

SÃO PAULO, 27 de outubro (Reuters) - A Petrobras (PETR4) informou nesta quarta-feira que a perfuração do primeiro poço em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas identificou a presença de petróleo de qualidade semelhante ao das águas profundas da Bacia de Campos.
"Trata-se de uma nova fronteira exploratória. Foi confirmada a existência de grandes acumulações nas porções mais distantes dessa bacia, com volumes superiores àqueles encontrados nos campos de Guaricema e Dourado, em águas rasas", afirmou a estatal.
O poço, denominado 1-BRSA-851-SES (1-SES-158), conhecido como Barra, está localizado no bloco SEAL-M-426 da concessão BM-SEAL-11, nordeste da sub-bacia de Sergipe, em profundidade de água de 2.341 metros, a 58 km da costa do estado de Sergipe.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Marina Silva declara apoio a Ricardo Coutinho

A senadora e terceira colocada no primeiro turno da eleição presidencial Marina Silva (PV-AC) declarou nesta segunda-feira (25) seu apoio à candidatura de Ricardo Coutinho (PSB). A ex-candidata gravou depoimento para o programa eleitoral do socialista, que vai ao ar no horário eleitoral desta noite.

"Vejo com muito entusiasmo a candidatura de Ricardo ao Governo da Paraíba, pois a sua postura sempre preocupada com a ética, a participação democrática e a inclusão social o credenciam para ser um excelente governador", declarou.

Para Marina, Ricardo vai executar na Paraíba o mesmo trabalho que foi executado de forma exemplar em João Pessoa. Ela garante que o socialista vai promover a união do povo para o crescimento do Estado.

Para a senadora, Ricardo participa de um grupo seleto de políticos que tem postura e comprometimento com práticas democráticas, os movimentos sociais e desenvolvimento sustentável.
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