quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quase metade dos alunos brasileiros de 15 anos não atinge nível básico de leitura no Pisa

Apesar de o país ter atingido a média de 412 pontos em leitura no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009 - o que equivale ao nível 2 de proficiência - 49,6% dos 20 mil brasileiros avaliados estão em níveis de proficiência menores. O nível 2 é considerado como básico ou moderado pelo exame.
O objetivo de instrução de leitura definido pelo Pisa é o de "entendimento, uso, reflexão sobre e interesse por textos escritos, para que se possa obter resultados, para que seja possível desenvolver conhecimentos e potenciais e para participar da sociedade".

Dos 31 países que participaram da avaliação mas não são membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), 18 também atingiram média de proficiência 2. Dos membros da OCDE, somente México, Chile e Turquia também tiveram média em leitura 2. O exame avaliou, ao todo, 470 mil estudantes de 15 anos de 65 países em literatura, matemática e ciências.
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Fluminense vence e solta o grito de campeão brasileiro após 26 anos

Gol de Sheik Emerson, aos 16 minutos do segundo tempo, sobre o Guarani é o suficiente para garantir a festa tricolor no Engenhão

 Vinte e seis anos, seis meses e oito dias. Esse foi o tempo em que o grito eufórico e emocionado do título brasileiro ficou engasgado na garganta de cada um dos milhões de tricolores espalhados por todo o Brasil.

Mas neste domingo, 5 de dezembro de 2010, Conca, Mariano, Fred, Washington  & Cia., comandados por Muricy Ramalho e sob a estrela do mais novo herói, Emerson, o Sheik, autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Guarani, decretaram, num Engenhão espremido por mais de 40 mil torcedores, que as cores que agora mandam no futebol brasileiro são o verde, o grená e branco.

A festa do pó de arroz está de volta. A torcida grita, com toda força, que o Fluminense é tricampeão brasileiro, lembrando a Taça de Prata conquistada em 1970. Para a CBF, ao menos por enquanto, é bicampeão. Mais importante, no entanto, é que ficou com o troféu quem mais a mereceu.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

EUA avaliam que submarino nuclear é 'elefante branco'

Dois telegramas produzidos pela Embaixada dos EUA em Brasília no início de 2009 fazem duras críticas à Estratégia Nacional de Defesa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008.

Em um desses dois despachos aos quais a Folha teve acesso, ambos assinados pelo então embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, há uma contestação sobre como as Forças Armadas brasileiras serão empregadas no futuro, sobretudo na proteção do mar territorial do país por causa da descoberta das reservas de petróleo da camada do pré-sal.


"Não há (...) informação sobre as possíveis ameaças a áreas de reserva de petróleo e a que a Marinha terá de responder contra-atacando, tornando difícil, por exemplo, avaliar a declaração contida na estratégia de que um submarino nuclear será necessário para proteger essas instalações", diz o telegrama, datado de 9 de janeiro de 2009.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Camisas dos Prostitutos

Aê são os modelos de camisas dos prostitutos que irão para a votação para escolha de suas camisas para o carnaval de 2011!  DEIXE SEU COMENTÁRIO SOBRE AS CAMISAS


Se chegamos no Alemão, vamos chegar na Rocinha e no Vidigal, diz Beltrame

Em entrevista concedida na noite deste domingo (28), José Mariano Beltrame, secretário de segurança do Rio, afirmou que "se se chegou no Alemão, nós vamos chegar na Rocinha e vamos chegar no Vidigal".  

Comentando a suspeita de que muitos bandidos tenham furado o cerco montado desde sexta-feira (26) e escapado do Complexo do Alemão, Beltrame ressaltou: "Tem marginais presos. E os marginais que fugiram, eu posso te garantir que marginal sem arma, marginal sem casa, marginal sem território, marginal sem moeda de troca é muito menos marginal do que era antes".

O secretário disse ainda que "não resolvemos todos os problemas", mas que as operações de hoje foram um passo importantíssimo. "Além de conseguirmos o objetivo de obter território, se derrubou uma crença de invencibilidade, aonde a grande maioria das ações criminosas orquestradas ou executadas no Rio de Janeiro vinham daquela área."
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"O Rio de Janeiro tem uma guerra muito grande contra o crime. Nós não vencemos a guerra, mas posso dizer que vencemos a mais importante e mais difícil batalha", disse Beltrame. Ele afirmou que o Complexo do Alemão, que o secretário chama de "coração do mal", permanecerá ocupado e policiado.

Embora Beltrame tenha evitado dar um balanço das operações de hoje, a Secretaria de Segurança divulgou alguns números parciais: foram presas 20 pessoas, e apreendidas 50 fuzis e 40 toneladas de maconha. O secretário frisou que sem a participação do Ministério da Defesa, seria impossível atingir o objetivo da retomada do território do Complexo do Alemão. Beltrame admitiu que foi necessária uma "mudança drástica" no cronograma desenhado pela secretaria para aquela região.

Três forças

Cenário de guerra começa a ser desmontado no Complexo do Alemão; 180 homens do Bope policiam o local

No dia seguinte à retomada do Alemão, moradores lotam ponto de ônibus para ir ao trabalho
No primeiro dia útil após a retomada do Complexo do Alemão das mãos do crime organizado, a vida no conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro parece começar a voltar ao normal. O barulho dos blindados, as rajadas de tiros e o clima de guerra declarada deram espaço para uma relativa calmaria nesta segunda-feira (29).

Na rua Joaquim de Queiroz, um dos principais acessos usados para entrada de saída de moradores, vários trabalhadores era vistos descendo o morro por volta das 6h30. Muitas pessoas estavam trancadas dentro de casa desde sexta-feira (26), quando o confronto entre traficantes e autoridades se intensificou.

Na padaria que fica na esquina com a estrada de Itararé, fechada desde quinta-feira e cuja fachada foi usada no final de semana como posto do Exército, as portas voltaram a abrir e os habitantes do Alemão novamente tiveram a possibilidade de comprar pão e mantimentos, algo impensável nos últimos dias, marcados por intensas trocas de tiro que fizeram o comércio todo encerrar suas atividades temporariamente na região.
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Na banca de jornal, os periódicos da cidade exibem manchetes como “Vencemos” e “A reconquista”. “Vim comprar pra guardar. Vai ser uma recordação. E também queria entender melhor as coisas. Fiquei dentro de casa três dias. Ouvi tudo, mas quero ver o que vai acontecer agora”, disse o pedreiro Rafael de Oliveira, 35 anos.

Alguns blindados ainda podem ser observados fazendo rondas nas principais avenidas do Complexo. O número de policiais militares, no entanto, foi reduzido drasticamente, apesar de 90 homens do Bope terem passado a noite dentro do Alemão – efetivo que está sendo substituído nesta manhã.

Homens da Polícia Civil e do Exército ainda são vistos na manhã desta segunda fazendo revistas em alguns pontos. A estratégia é tentar encontrar traficantes que possam estar tentando sair da comunidade disfarçados. De toda forma, o pente fino é bem mais permissivo do que as varreduras do final de semana, que não poupavam ninguém – senhoras, crianças e até deficientes.

domingo, 28 de novembro de 2010

Forças de segurança tomam Complexo do Alemão e começam varredura casa a casa

Atualizado às 9h40

O comandante geral Polícia Militar do Rio de Janeiro, Mario Sergio Duarte, afirmou neste domingo (28) que as forças de segurança que entraram no Complexo do Alemão, dominada por criminosos ligados ao tráfico, retomaram o território pouco tempo depois do início da incursão. Segundo ele, houve pouca resistência nessa fase e agora começa a varredura casa a casa. 

"Vencemos. Trouxemos liberdade para o povo do Alemão", disse ele a jornalistas. "Não tivemos dificuldade. Tivemos cobertura dos helicópteros e os blindados fizeram o seu papel", disse Duarte. Outros policiais no local também celebraram a tomada pelas forças de segurança.

Apesar das declarações, não é possível saber se todas as posições de criminosos dentro da favela foram tomadas. O cerco continua e a fase mais perigosa pode ser a de varredura. Até agora, nenhum traficante apareceu preso ou morto.

Os policiais trabalham com suspeita de que os criminosos estão armados também com dinamite, roubada de uma pedreira da região. Há barricadas e buracos de óleo diesel, para fazer cortina de fumaça contra as forças de segurança. Os tanques militares já estão totalmente dentro do complexo.
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